Desde muito cedo na vida (quem vê pensa né...rs) a situação das mulheres no mundo me interessou.
Acho que porque, como mulher, sempre dei por certo alguns direitos que considero fundamentais. E que de fato, na nossa sociedade, assim são.
Este é mais um livro que mostra como as coisas são no mundo la fora.
No mundo onde as mulheres não possuem direito algum. E quando digo algum, é zero mesmo. Um mundo onde mulheres são mortas simplesmente por pensar.
O que me tocou, e o que considero diferente nesse livro, é que a protagonista María acaba escolhendo, e mais de uma vez, por livre e espontânea vontade, uma vida de ausência de direitos, e de condições dignas, por amor.
Por um amor de menina ela seguiu seu marido aos confins do mundo árabe, podendo testemunhar de perto o que o mundo nem sonha acontecer.
Li as 300 paginas desse livro em 30 horas. Um fim de semana.
E foram horas que passei absorta nessa deliciosa narrativa, nessa historia de uma moça comum, que por amor fez todas as escolhas erradas, considerando-as, mesmo assim, certas.
Eu sou uma tosca pra historias de amor.
Mas esse livro merece 9,5 por mostrar ao leitor um Afeganistão diferente, ainda pior do que teriamos imaginado, mas com sua gente unida por uma dor sem fim.
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