segunda-feira, 10 de junho de 2013

CATARINA, A GRANDE



Voltei. De novo. rs
Sempre me interessou muito o papel das mulheres nas mais diversas sociedades. 
Li, ainda na escola, sobre a precária situação das mulheres na china "pseudo-socialista" e ainda então, e mesmo depois, sobre a vida das mulheres no Islã. 
Romances cujas protagonistas são mulheres vivendo na corte inglesa, e a figura especifica da rainha Elizabeth I, sempre me fascinou.
Então, foi bem natural para mim comprar este livro ao vê-lo [a minha espera] na prateleira da Saraiva.
São 640 páginas que, devo dizer, passam de maneira até suave.
Por ser uma biografia escrita mais de três séculos depois, não nos deparamos com diálogos, ou reviravoltas na história.
Porém, nos deparamos com uma interessantíssima história de vida de uma princesa germânica que acaba por se tornar a maior imperatriz da Rússia.
É interessante o quanto eu desconhecia da história russa.
Juro que ficou para mim, depois de mil horas de aula de história, que a Rússia servia basicamente para fazer com que grandes generais perdessem guerras.
Foi uma agradável surpresa descobrir que a corte russa, durante o século XVIII, era riquíssima e governada por uma mulher, germânica, com fortes idéias iluministas e uma vida amorosa intensa e não mal interpretada.
Claro, a população era majoritariamente serva da pequena elite, ainda assim, acho que eu tinha imaginado que aquela parte da Europa era só um cubo de gelo [ó-santa-ignorância].
Minha nota é: 8,5. Como biografia leva um nove e meio, mas num ranking geral não dá pra dizer que é um livro que não dá pra largar...