segunda-feira, 11 de novembro de 2013

HUNGER GAMES - JOGOS VORAZES


Um vício chamado Jogos Vorazes.
Eu relutei para ler o primeiro livro desta trilogia.
Nada pessoal, mas em um tedioso sabado a noite eu assisti o filme do primeiro livro no NetFlix. E embora tenha me surpreendido positivamente (achei que ia ser um saco) me desanimou de ler o livro.
Porque eu sabia o final e bla bla.
Embora filmes NUNCA, NUUNCA, NUUUNQUINHA, correspondam aos livros né.
Enfim. Depois de um longo e tenebroso inverno, por conselho de um amigo, resolvi ler.
E valeu cada pagina lida em inglês (orgulho, oun).
Incrível, ótimo, alucinante e viciante.
A autora, Suzanne Collins, faz parte daquele grupo de escritores que acha que precisa acabar cada capítulo fazendo você morrer do coração.
Leia com tempo. 
E se ela faz isso com capítulos, morra de expectativa ao final de cada livro.
Sério, tenha os três a mão.
O curioso dessa trilogia é que ela é muito mais inteligente e adulta do que você teria pressuposto em um primeiro momento.
A construção de cada personagem é insana, e eles realmente evoluem a cada página.
É bonito de ver, sabe?
A personagem principal, ou melhor, a narradora, é Katniss.
Uma adolescente de um distrito pobre, de uma nação chamada Panem, nascida das cinzas da nossa civilização atual.
Após o que podemos chamar de uma guerra civil, anos antes do nascimento de Katniss, a nação restou dividida em 12 distritos e uma Capital.
Esta Capital, para demonstrar sua soberania em relação aos distritos rebeldes, promove anualmente o que chamamos de "Jogos Vorazes". 
Um jogo no qual um casal de crianças de cada um dos distritos, a partir dos 12 anos, é sorteado para participar.
Na arena vale tudo. Ganha o último sobrevivente.
É interessante ler nas a história de um povo oprimido e escravizado que encontra nessa menina o caminho para a revolução. 
E é mais interessante ainda o triangulo amoroso que se desenrola nos tres livros.
SOFRÍVEL. 
Chorei, lógico. Ri, torci, chorei. Fiz várias caras de "oi?" e amaldiçoei a autora e todas as gerações vindouras.
Mas valeu cada página.
Não vou contar mais sobre a história porque falar dos livros individualmente geraria muitos spoilers.
Mas para quem gosta de aventura e romance e uma dose de fantasia: tá perdendo tempo.
Nota para a trilogia: NOVE E MEIO! (uhul)

E agora virão os outros filmes, que eu poderei criticar com propriedade ;) 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A CULPA É DAS ESTRELAS

Esse é o tipo de livro que me faz amar ler.
Me fez chorar e sorrir abestada para as paginas e me impediu de parar de ler. 
Li todo o livro em uma sentada de domingo.
A primeira vista a resenha não tinha chamado a minha atenção.
Uma protagonista, adolescente, com cancêr me passou a impressão de ser um livro mega deprê. 
E de deprê tá bastando a vida... hahahaha
Mas aí, li online o começo do primeiro capítulo, e me encantei.
Hazel, a protagonista, de cara diz o seguinte:
"Sempre que você lê um folheto, uma página da Internet ou sei lá o que mais sobre câncer, a depressão aparece na lista dos efeitos colaterais. Só que, na verdade, ela não é um efeito colateral do câncer. É um efeito colateral de se estar morrendo. (O câncer também é um efeito colateral de se estar morrendo. Quase tudo é, na verdade)."
Achei tão verdadeiro, tão genuino, que me joguei e comprei este livro também (em uma compra compulsiva de livros pelo submarino...rs).
E passei o domingo lendo.
Haverão lágrimas, claro. Afinal de contas ela tem dezesseis anos e tem cancêr.
E você meio que se pega refletindo sobre a vida, porque saber que se vai morrer antes mesmo de se começar a viver não deve ser fácil... e nós não valorizamos quase nada né?
Mas você reflete de maneira leve... e sorri... e chora.
Sei lá.
Aquela sensação de não querer que o livro acabe nunca, e de entrar nas páginas e ver mais de perto.
Acho que minha nota é dez.
Eu não gosto de dar dez... gosto de guardar, porque sempre pode haver algo melhor não é?
Mas vou aceitar que haverão livros igualmente bons, porque esse é incrível.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O PALÁCIO DE INVERNO

Alguns livros fazem com que valha a pena ter um vício maluco de comprar livros compulsivamente.
O Palácio de Inverno é um deles.
Vou começar dizendo que o autor John Boyne escreveu também "O Menino do Pijama Listrado", pois sei que esse é um livro que fez sucesso. 
Mas a verdade é que "O Palácio de Inverno" é indescritivelmente melhor.
Para começar a forma com a qual ele é escrito é muito interessante. Os capítulos se alternam entre presente (na verdade é o presente de 1982) e passado (meados de 1915). Então cada capitulo caminha para a convergência dos tempos, com o autor que nos conta a historia do presente para o passado e do passado para o presente. DEMAIS!
O pano de fundo do começo dessa história é a Rússia durante o reinado de seu último Czar, Nicolau II.
Nosso narrador é Geórgui Danielovitch Jachmenev .
Exilado com a esposa, anos antes, para a Inglaterra, Geórgui agora nos conta sua vida; como de lavrador de uma pequena aldeia Russa passou a guarda costas da família imperial durante os ultimos anos de império; como se deu o exílio, como viveu anos felizes ao lado de sua esposa Zoia, que agora está perdendo para o câncer.
Sim, eu amo romances históricos. Amo ver a vida dos personagens se confundir com a história de seus países.
E nesse caso o livro é viciante.
Conforme eu fui lendo o livro, interessadíssima na vida que viveu meu querido (sim, me apeguei a ele) Geórgui, desvendei o maior segredo do livro.
Olha, eu nunca desvendo nada. Mas a cada página do livro fui me convencendo de que, além de toda a história, por trás, havia algo INCRÍVEL.
Eis que, SIM, eu tinha razão.
Me debulhei em lagrimas, literalmente, ao ler as últimas páginas do livro.
Emocionante, cativante, brilhante.
Minha nota: NOVE E MEIO!
Um brilhante nove e meio pelas

segunda-feira, 1 de julho de 2013

INFERNO

E aí você, como eu, provavelmente leu "o Codigo Da Vinci" e "Anjos e Demonios" do Dan Brown.
Se como eu, provavelmente mal dormiu entre as leituras imerso no universo i-n-c-r-i-v-e-l que esse autor criou nestas duas obras.
Assim sendo quando vi esse lançamento dele, que tem como pano de fundo Firenze (a cidade que mais amo no mundo todo) e que usa elementos dantescos na narrativa, vibrei mil vezes.
Mal podia esperar para começar essa leitura que tanto prometia.
prometia...
Ó santo da decepção dos livros infelizes, que sofrimento.
Sofri para terminar as 448 paginas deste livro.
Concordo que possui elementos interessantissimos, e acompanhar o nosso já conhecido Robert Langdon pelas ruas de Firenze é sempre um prazer... mas a história é maçante, não tem jeito.
Nesta nova aventura Robert se descobre em Firenze, sem se lembrar o motivo pelo qual alí se encontra e já fugindo de potenciais assassinos nas primeiras paginas do livro...
Durante as paginas do livro descobrimos os segredos por trás desta sua viagem, enquanto conhecemos e desvendamos enigmas propostos por nosso meu querido Dante Alighieri.
Claro, no fim nos deparamos com um reviravolta e algo que potencialmente mudaria o mundo...
Mesmo assim, minha nota é: 7
E uma parte dessa nota é só por consideração ao que o autor já foi pra mim...rs

segunda-feira, 10 de junho de 2013

CATARINA, A GRANDE



Voltei. De novo. rs
Sempre me interessou muito o papel das mulheres nas mais diversas sociedades. 
Li, ainda na escola, sobre a precária situação das mulheres na china "pseudo-socialista" e ainda então, e mesmo depois, sobre a vida das mulheres no Islã. 
Romances cujas protagonistas são mulheres vivendo na corte inglesa, e a figura especifica da rainha Elizabeth I, sempre me fascinou.
Então, foi bem natural para mim comprar este livro ao vê-lo [a minha espera] na prateleira da Saraiva.
São 640 páginas que, devo dizer, passam de maneira até suave.
Por ser uma biografia escrita mais de três séculos depois, não nos deparamos com diálogos, ou reviravoltas na história.
Porém, nos deparamos com uma interessantíssima história de vida de uma princesa germânica que acaba por se tornar a maior imperatriz da Rússia.
É interessante o quanto eu desconhecia da história russa.
Juro que ficou para mim, depois de mil horas de aula de história, que a Rússia servia basicamente para fazer com que grandes generais perdessem guerras.
Foi uma agradável surpresa descobrir que a corte russa, durante o século XVIII, era riquíssima e governada por uma mulher, germânica, com fortes idéias iluministas e uma vida amorosa intensa e não mal interpretada.
Claro, a população era majoritariamente serva da pequena elite, ainda assim, acho que eu tinha imaginado que aquela parte da Europa era só um cubo de gelo [ó-santa-ignorância].
Minha nota é: 8,5. Como biografia leva um nove e meio, mas num ranking geral não dá pra dizer que é um livro que não dá pra largar...