quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A RAINHA BRANCA


É sabido (piada interna para quem lê "As Crônicas de Gelo e Fogo") que eu sou uma sucker fã de romances históricos.
É ainda mais evidente que minha musa do gênero é a Philippa Gregory. 
Genia, sério. Quando eu crescer quero ser como ela... rs
Enfim, todos os livros dela para mim são nota DEZ.
A "Rainha Branca" é um dos últimos livros dela publicados em língua portuguesa. Um primor.
A história narra a vida de Isabel Woodville, uma viúva, plebéia, durante a guerra das duas rosas, que faz com o que o rei (sim, só o rei) se apaixone por ela.
O rei em questão é Eduardo IV, que ao conhecê-la por acaso acaba perdidamente enfeitiçado por sua beleza.
E vamos considerar que além de viúva ela tem dois filhos, e está no lado contrario ao dele na luta pelo poder.
Ela não só consegue se casar em segredo com ele, que contrariou todo o seu Conselho Real, como rapidamente ascende em poder e prestígio.
A história é incrível.
Para melhorar, entre capítulos, a autora nos presenteia com a história de Melusina, deusa das águas, supostamente ancestral da nossa querida personagem principal.
O período histórico em questão é muito interessante. 
A luta entre a casa York e a casa Lancaster pelo controle do reino inglês é fascinante, e acompanhar a vida de Isabel, de rainha querida em tempos de paz à prisioneira na Abadia de Westminster, é algo que faz você engolir o livro.
Evite se você quer ter qualquer tipo de vida própria.
Por outro lado, se você estiver numas de se jogar em uma história para não pensar em mais nada: este é seu livro. Ou melhor, esta é sua autora.

Vou postar uma parte da tal história da Melusina, que aparece entre um dos capítulos:
“Um homem pode amá-la se mantiver o seu segredo e a deixar sozinha quando deseja banhar-se e ela pode retribuir-lhe esse amor até ele quebrar a sua palavra, como os homens sempre fazem, e ela o arrastar para as profundezas, com a sua cauda de peixe e transformar o sangue infiel dele em água.
A tragédia de Melusina, seja qual for a língua que a relate, independentemente da língua que a cante, é que um homem prometerá sempre mais do que pode fazer a uma mulher que não é capaz de  compreender.”

Link para quem se interessar:

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O MELHOR DE MIM


Vou começar admitindo que eu tinha (e talvez ainda tenha) um certo preconceito com relação ao Nicholas Sparks. Provavelmente sou a única pessoa do planeta terra que não viu o filme “The Notebook” (Diário de uma Paixão), muito embora tenha ele em casa.
Acho que esse meu preconceito se dá pelo fato do cara ter virado MUITO pop. 
Quer dizer, tem uns seis livros dele que viraram filme né...
Mas, eis que estou na livraria e bato o olho nesse livro.
Leio na capa: “O primeiro amor deixa marcas para a vida toda”. 
Humpf.
Penso: "Ta aí um livro que deve valer a pena ser lido."
E juro por deus que minha nota seria um belo dez, se não fosse pelo final.
Que eu odiei. Chorei, claro. Mas odiei.
Admito que eu posso ter odiado o final pela expectativa que criei ao longo da leitura.
Ainda assim, não gostei.
No livro vemos a história de Amanda e Dawson, que viveram um amor de adolescência, mas que, por circunstâncias da vida, acabaram se separando. Agora, em face de uma perda inesperada eles se reencontram, na cidade onde tudo havia acontecido.
Ambos, de forma diferente, haviam reconstruído suas vidas. Mas a sombra do que poderia ter sido jamais os abandonou.
E agora, diante desta nova oportunidade, terão eles a coragem para deixar para trás a vida que construíram e viverem esse amor que sobreviveu aos anos?
Ou entenderão que o sentimento que sobreviveu já não era amor, mas tão somente um passado idealizado?
Pôô, com uma história como essa o mínimo que você espera é um final incrível, onde o amor venceu, lógico.
Ou pelo menos isso é o que eu, tosca-eternamente-apaixonada, espero.
De certa forma você espera para ver a escolha que eles farão, para acreditar que pode ser assim. 
Mas o livro da uma reviravolta e você pensa: WTF?!
Minha nota final, será, então: OITO.
Oito pela frustração que você me fez passar, Sr. Sparks. RS

Segue o link para a compra do livro, que, by the way, ta a preço de banana.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O SENTIDO DE UM FIM


E o blog ressurge das cinzas!!! YEY! rs
E devo dizer que em grande estilo.
Simplesmente me apaixonei pelo Julian Barnes.
Seu jeito de escrever, sua narrativa e principalmente o desenvolvimento de seus raciocínios.
INCRÍVEL.
“O sentido de um fim” é um livro de 160 páginas. Dá mesmo pra ler em uma ‘sentada’.
Tony, ou Antony, é o nosso narrador. No fim de sua vida ele faz uma digressão para nos contar o início de uma história.
A história em si, embora surpreendente em seu fim, é o de menos.
Interessante é ver o narrador analisando seu passado e, consciente de que não pode confiar em suas lembranças, tentando resgatar as sensações que determinados fatos suscitaram nele.
E o que isso causa em você, leitor.
Acompanhando as lembranças e os acontecimentos da vida do Tony você conclui o quão pouco pode confiar em suas próprias lembranças, por refletirem tão somente o que você achou que aconteceu, e o como você se sentiu a época.
Minha nota vai ser 9,5.
Nem tanto porque a historia é incrível, mas pela maestria do autor em te conduzir pelo auto conhecimento.
Vou reportar duas partes que eu assinalei enquanto lia. Vale a pena cada pagina, e você fica com gosto de quero mais!

"Mas o tempo... Como o tempo primeiro nos prende e depois nos confunde. Nós achávamos que estávamos sendo maduros quando só estávamos sendo prudentes.
Nós imaginamos que estávamos sendo responsáveis, mas estávamos sendo apenas covardes.
O que chamamos de realismo era apenas uma forma de evitar as coisas em vez de encará-las.
O tempo... Nos dá tempo suficiente para que nossas decisões mais fundamentadas pareçam hesitações, nossas certezas, meros caprichos." 

"Ele tinha uma cabeça melhor e um temperamento mais rigoroso que o meu; ele pensava logicamente, e depois agia de acordo com a conclusão do pensamento lógico. Enquanto a maioria de nós, eu desconfio, faz o contrário: nós tomamos uma decisão instintiva, depois construímos uma infraestrutura de raciocínio para justificá-la. E chamamos o resultado disso bom-senso."

segunda-feira, 26 de março de 2012

UMA BURCA POR AMOR


Desde muito cedo na vida (quem vê pensa né...rs) a situação das mulheres no mundo me interessou.
Acho que porque, como mulher, sempre dei por certo alguns direitos que considero fundamentais. E que de fato, na nossa sociedade, assim são.
Este é mais um livro que mostra como as coisas são no mundo la fora.
No mundo onde as mulheres não possuem direito algum. E quando digo algum, é zero mesmo. Um mundo onde mulheres são mortas simplesmente por pensar.
O que me tocou, e o que considero diferente nesse livro, é que a protagonista María acaba escolhendo, e mais de uma vez, por livre e espontânea vontade, uma vida de ausência de direitos, e de condições dignas, por amor.
Por um amor de menina ela seguiu seu marido aos confins do mundo árabe, podendo testemunhar de perto o que o mundo nem sonha acontecer.
Li as 300 paginas desse livro em 30 horas. Um fim de semana.
E foram horas que passei absorta nessa deliciosa narrativa, nessa historia de uma moça comum, que por amor fez todas as escolhas erradas, considerando-as, mesmo assim, certas.
Eu sou uma tosca pra historias de amor.

Mas esse livro merece 9,5 por mostrar ao leitor um Afeganistão diferente, ainda pior do que teriamos imaginado, mas com sua gente unida por uma dor sem fim.

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quarta-feira, 21 de março de 2012

IMORTAL






Se este livro fosse péssimo, e não é, já teria valido a pena a leitura pelo simples fato dele ser ambientado em Firenze.
Acho que são livros como esse que mostram como o pano de fundo da história enriquece a trama.
Imortal conta a história de Luca, um menino que cresce envolto em uma percepção de tempo diferente.
Tendo sido abandonado (ou teria sido roubado? Ou perdido?) durante a 'peregrinação' de um povo peculiar nas ruas de Firenze pelos pais, Luca precisa aprender desde cedo a se virar sem nada e sem ninguém.
A grande questão é que a infância dele dura o dobro do tempo da infância de uma criança normal. Então, enquanto vemos no fundo primário a vida de Luca se desenvolvendo das ruas ao bordel para o qual foi vendido, vemos também o desenvolver da cidade do nada, ao apogeu Medici, ao declínio.
Geeeeente, pra mim isso nãão tem preço!
A leitura é fácil e gostosa. Temos inclusive o vislumbre de outras partes da Itália ao longo da história.
Você conhece e se envolve com mais personagens, alguns, inclusive, famosos.
E preciso dizer que o livro trata o homossexualismo muuuuito naturalmente.
O fim... Nossa, o fim é foda. #sofri
Minha nota vai ser 9. Gostei, gostei gostei e recomendo.
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Location:R. Maria Antônia,São Paulo,Brasil

terça-feira, 6 de março de 2012

MARINA


Depois de um longo e tenebroso inverno eu voltei, com um livro que valeu cada linha das 189 páginas que contém.
A primeira vista o que atraiu minha atenção foi a capa.
Você sempre julga um livro primeiro pela capa.
Mas o título "Marina" e o fato do autor, Carlos Ruiz Zafón, ser espanhol me impediram de seguir meu primeiro instinto.
Pois é, sempre tive um preconceito TOTALMENTE infundado com relação a literatura espanhola.
Enfim, um dia na Saraiva resolvi ler o prólogo.
Eu sou uma leitora chata, logo, se você me prende em uma página e meia você é meio foda.
Óscar é um dos personagens principais da história. Tão bem construído, que você nem percebe sua construção até se imaginar dando as respostas que ele dá no livro.
Eu não sei como resumir a história sem estragar a surpresa das primeiras páginas. Surpresa esta que te guia através de um livro inteiro de agradáveis mistérios e aventuras.
Suspense espetacular.
O mais especial é o modo como o autor constrói um elo entre o leitor e os personagens. Claro, eu falar que chorei não chega a ser nenhum parâmetro. Sou A MAIS chorona.
A questão é que foi um choro doído, um choro como se eu estivesse lamentando junto com o Oscar os acontecimentos do livro.
Você continua lendo, um livro fininho, fácil de carregar, porque o mistério é realmente ÓTIMO.
E quando você menos percebe está totalmente envolvido.
Na aventura, no mistério e no sentimento que liga Oscar à Marina, e ao velho casarão de Sarriá.
Minha nota é 10. Sem duvida a surpresa mais grata dos últimos tempos.
Surpresa express. Nada que dois dias de leitura não proporcionem.

E um prazer baratinho. 19 reais e uns quebradinhos no amigo Submarino.com!!!

domingo, 22 de janeiro de 2012

JULIETA


São muitos os fatores que teriam feito eu comprar este livro, além do óbvio, ter a ver com Romeu e Julieta.
Não posso dizer que sou A maior amante da obra de Shakespeare ever.
Nem a conheço tão bem assim.
E confesso que o filme de Romeu e Julieta que tem como Romeu o Leonardo di Caprio não é o meu preferido.
No entanto, nenhuma pessoa naturalmente romantica resiste à história de amor por excelencia.
Sendo assim, um romance que tem, de alguma forma. como fundo, outro romance, para mim, só pode ser duas vezes bom! (rs)
A história tem como personagem principal Julie, uma jovem que, ao lado da irmã Janice, foi criada nos Estados Unidos por uma tia de sua mãe, que as adotou após um fatidico acidente que vitimou seus país.
Tudo muito bom, tudo muito bem, a história tem uma reviravolta quando tia Rose morre e deixa para Julie uma carta contando que na verdade ela se chama Giulietta Tolomei, e que sua mãe deixou na Itália algum tipo de tesouro para ela desvendar.
Tcharan....
Lá vai ela para a Itália, e me falta paciência espaço pra continuar a contar o que aconteceu.
Fato importante é que, o livro em si, até a pagina duzentos e pouco não me pegou de jeito.
É bem legal, a autora faz algumas digressões para contar a 'verdadeira história ' de Romeu e Julieta, em 1340, que esteve por trás da história escrita por Shakespeare, e mesmo os fatos do presente são legais... mas nao tinha rolado quimica, sabe?
Eis que eu engoli o livro do meio pro final no meu lindo e chuvoso dia de domingo.
O livro fica MUITO bom. As coisas se desenrolam de maneira sen-sa-cio-nal e imprevisíveis.
Fora que tudo que se ambienta na toscana fica mais bonito.
É um livro de mistério, de romance, de um humor leve. A escritora, Anne Fortier, escreve de um jeito que eu gosto muito. descontraído e bem fluido.
A bem da verdade acho que ela pecou um pouco na hora de concatenar algumas partes da trama, mas, ainda assim, ficou tudo muito legal e original.

Minha nota: vai ter que ser 9... o livro ganhou meio ponto no meu conceito pelas ultimas duzentas páginas de mistério bem escrito.
Acho que eu recomendaria mais para o público feminino, embora os enigmas pudessem interessar a ambos os sexos.

No link do Submarino dá pra ler o começo do livro =)

http://www.submarino.com.br/produto/1/23537039/julieta:+duas+familias,+uma+antiga+maldicao,+um+amor+quase+impossivel

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

DESASTRE

[...] Aí, então, eu comprei esse livro....
Afinal de contas, na maioria das vezes o amor realmente não é uma escolha...
A história é bem engraçadinha...
A narração é feita por Fado, o cara que se ocupa de atribuir as sinas às pessoas... Sim,  Fado é a versão contrária do Destino, que, by the way, também é uma pessoa.
Nesta versão do mundo Destino, Morte, Gula, Amor, e por aí vai, são pessoas, ou melhor, imortais que, misturados aos humanos cumprem suas próprias funções.
Fado mora em Nova York e cumpre pelo mundo a função de distribuir as tristes sinas aos humanos.
Até que... até que algo muda. Ele se apaixona...
É um livrinho legalzinho.
O que eu mais gostei é do jeito que a história é narrada/escrita.
E gostei BASTANTE do final. O final é melhor que o livro todo.

Minha nota é: 7,5

Só porque a história é meio agua com açucar mesmo. Mas não é ruim. É morno, sabe?

http://www.submarino.com.br/produto/1/22929523/desastre

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O BOBO DA RAINHA

Este livro é simplesmente a menina dos meus olhos.
Vou começar com a nota, de tão bom que ele é:
DEZ, DEEEEEEZ, D-E-Z!
Essa autora mora no fundo do meu coração!
A narração é incrível! Eu engoli este livro durante um feriado, sendo que no ultimo dia, devorei as ultimas trezentas páginas noite a dentro!
São 532 páginas de puro extase!
Vamos ao que interessa então!
O Bobo da Rainha é um romance histórico.
A personagem principal é Hannah, que conhecemos ainda criança.
Judia em uma corte Tudor reformada, ardorosamente católica, Hannah aprende desde cedo o quão perigosa é a sua verdadeira fé.
O pai, um intelectual, possui uma pequena gráfica e foi para  Londres, após perder a esposa, em busca da segurança do anonimato da comunidade judaica inglesa.
Logo no início do livro conhecemos um personagem constante em muitos livros desta autora, Robert Dudley, que arranja para que Hannah vá para a corte da rainha Mary.
Na corte ela tentou seguir quanto lhe fora ordenado, tudo ver e não ser vista, vestida de menino, sendo o bobo da futura rainha da Inglaterra.
Muita intriga, muuuitos fatos históricos verdadeiros, romance e reviravoltas.
Só comece a ler este livro se você estiver em uma fase livre de compromissos, pois ele é IMPOSSÍVEL de largar!
O mais interessante, o que eu mais amei de verdade, é que através dos olhos de Hannah vemos o desenrolar da história inglesa, conhecemos a jovem rainha Mary, católica fervorosa, ainda longe da amargura de seus últimos anos.
Conhecemos também a (ainda mais) jovem Elizabeth, que tanto contrasta ao lado da irmã mais velha, por sua descontração, charme e por suas muitas artimanhas.
Hannah cresce, e como mulher acaba tendo de enfrentar suas próprias aventuras e desafios, enquanto a Inglaterra vive um de seus momentos decisivos.

De novo, só pra fixar: 10!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

ANGELOLOGIA

Era uma vez uma modinha...
Vampiros, Anjos, Lobisomens nesta, ou em qualquer outra, ordem.
E como eu A-DO-RO uma modinha, lá fui eu comprar este livro (depois de me censurar várias vezes [quase todo mundo que se permite gostar de modinha se censura as vezes]).
O mais legal é que esse livro é muito legal (adoro frases bem construídas...)
É um livro de aventura, com bastante mistério e um toque de sobrenatural. 
A personagem principal, Evangeline, consegue desde o começo te cativar. 
Nada demais. 
Freira, não tanto por opção, mas por ter sido criada neste caminho, a jovem moça tem uma origem a ser descoberta.
A mãe, francesa (não, não é muito relevante), morreu quando ela ainda era uma criança e o pai acabou por mandá-la para ser criada no convento.
Durante o seu trabalho no convento, a irmã Evangeline acaba encontrando certas cartas mais do que intrigantes, entre a madre superior e uma pessoa inicialmente desconhecida. 
Estas cartas são o início de uma jornada surpreendente (e quando eu digo surpreendente, estou falando sério, fiquei surpresa... rs) que ajudarão a doce menina a desvendar seu passado, mas que também selarão para sempre seu futuro...
O teor destas cartas? Algo a ver com um objeto a muito perdido (ou seria, a muito escondido?), altamente cobiçado, e de grande poder.
Logo no começo do livro estas cartas, que apesar de misteriosas parecem, por si só, inofensivas, estão sendo requisitadas para analise por um pesquisador contratado por um dos pólos de força do livro, apesar dele realmente não saber no que está se metendo...

Minha nota..... 9,5. (to guardando o dez...)
A divisão de capítulos dele é muito boa e é um livro difícil de largar...
Só que assim, entre sem preconceitos... e daí se fala de anjos? JURO que você não é menos inteligente, nem emburrece, por gostar de coisas que, por coincidência, fazem parte de uma modinha.
Ou talvez eu tenha emburrecido tanto que nem sei mais a diferença...rs


E só pra finalizar:
"A angelologia, uma das ramificações originais da teologia, é exercida pelos angelólogos, cujas atribuições incluem o estudo teórico dos sistemas angélicos e sua execução profética ao longo da história humana. "



domingo, 15 de janeiro de 2012

A ESCOLHA DE SOFIA

Quem nunca ouviu a expressão: "escolha de Sofia?".
Geralmente esta expressão remete a uma escolha impossível de ser feita.
Meu interesse neste livro se deu exatamente porque eu não sabia de onde havia nascido a expressão, e, ao invés de procurar no Wikipédia, resolvi ler as 632 páginas deste livro.
Humpf.
Não posso dizer que foi tempo perdido, mas me obriguei a concluir o livro. Isto porque o autor é prolixo até o fim da vida.
No começo do livro, eu pensei: "Nossa, gosto do jeito que ele escreve hein? Parece que está falando diretamente com você...".
O problema é que aparentemente ele fala demais.
Dava para contar toda a história da vida de Sofia, refugiada polaca que após Auschwitz tenta recomeçar a vida nos Estados Unidos, em, no máximo, 300 páginas.
A história é narrada por Stingo, um jovem do interior americano que está em Nova York tentando ter sucesso como escritor.
Em uma pensão judia no  Brooklyn ele conhece a bela Sofia, e seu namorado Nathan.
Pronto.
A história fica mais ou menos aí.
A parte mais interessante, para mim, é a parte na qual se narra a história de Sofia. Por incrível que pareça Sofia não é judia e sua trajetória em Auschwitz é bem peculiar...

Minha nota: 7,5...

Que decepção né?
Mas embora a história seja legal, e juro que é, você morre de tédio tentando sobreviver as interminaveis páginas nas quais William Styron divaga... e divaga... e divaga...

Mas vale a pena ler pra você descobrir porque fala-se: "escolha de Sofia".
Ou me pergunta nos comentários que eu conto... rs

sábado, 14 de janeiro de 2012

OS MAGOS

Sem dúvida a primeira coisa que notei neste livro foi o comentário da capa:
"Os Magos está para Harry Potter como uma dose de uísque puro malte está para uma xícara de chá.” de George R. R. Martin, autor de A Guerra dos Tronos. 
Na época, eu, pobre mortal, nem sabia o que era "Guerra dos Tronos" ou quem era esse tal de George R. R. Martin, mas achei o comentário muito chamativo, principalmente porque eu li todos os livros do Harry Potter e AMEI.
Mas depois de ler o livro preciso admitir que, de alguma forma, George R. R Martin, estava certo (e tinha como não estar? Gênio-lindo-do-meu-coração).
Os Magos é um livro infinitamente mais denso e profundo do que os livros do Harry Potter.
Tudo começa quando Quentin, um rapaz particularmente brilhante, prestes a entrar na universidade, se depara, em uma tarde como outra qualquer, com um mundo completamente novo... um mundo mágico.
Ele é trasportado, através de uma passagem magica, para o campus de uma universidade, ao norte de Nova York, de estudos mágicos.
Alí sua vida recomeça e se abre para um mundo no qual ele intimamente sempre acreditara.
De fato, ao longo de sua infância ele fora um menino prodigioso particularmente afeiçoado a uma série de livros infantis chamados "Fillory", que descrevem um mundo ao estilo Nárnia. 
E mesmo depois de adulto ele não se desapegou dos livros, divagando mais de uma vez sobre como seria um mundo como esse... 
Com a magia ele descobre também os mistérios do amor, do sexo e do vazio que traz ter tudo que se quer sem esforço algum. 
Mergulhado neste misto de tédio e mistério que se tornou sua vida, ele volta a pensar sempre mais naqueles livros que durante sua infância sempre foram seu porto seguro. E se Fillory também fosse real?
Será?


Fato é que o autor, Liv Grossman, aborda o tema da magia e de um mundo mágico de maneira muito adulta e, em algumas partes, até mesmo tortuosa.
Este livro está longe de ser um livro infantil, embora trate de temas análogos aos tratados nos livros parecidos, como Narnia, O Labirinto do Fauno, ou Harry Potter.
Em algumas partes é até mesmo meio chocante, e você acaba de ler e fica pensando: "como assim?". 
Além disso o autor tem sacadas muito boas do meio pro final do livro... muito boas MESMO.


Minha nota.... hum.... Minha nota vai ser: 9
Não por nada. É que pessoalmente algumas partes do livro não me atraíram tanto... mas isso se deve mais ao fato de eu ser o tipo "menina-conto-de-fadas".
É um livro bem pra quem não quer chorar rios, sem meninices nem nada de drama ou de melado... um estilo 'aventura magica', acho que posso chamar assim...


Link do Submarino: http://www.submarino.com.br/produto/1/23780649/magos,+os

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A BATALHA DO APOCALISPE


Esse post vai especialmente para quem estava começando a ter certeza que eu só leio livro de menina! há há há, nãããããão!
O livro de hoje: "A Batalha do Apocalipse: Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo" é um livro que soube juntar a dose EXATA de aventura, batalhas, boas tiradas, referências aos simbolismos cristãos, histórias e mitos que nós sempre ouvimos e nos interessamos e romance (se bem que romance sempre pode ter mais! rs).
O mais interessante de tudo é que o escritor é brasileiro: Eduardo Spohr. Por que eu digo que isto é o mais interessante?
Porque desde pequena eu tenho arraigado no meu cerebro a sensação que escritores nacionais não farão bons livros de ficção; e este é sensacional.
O personagem principal desta história é Ablon, o Anjo Renegado.
Eu poderia dizer que tudo começa com uma longa ausência do Pai celestial, que dá margem ao reinado quase que ditatorial dos Arcanjos. O problema é que cronologicamente o autor não começa por aí; e este é um outro traço muito interessante da narração deste autor. Pra explicar a guerra próxima, que acarretará no fim do mundo, qual seja, o Apocalipse, o autor volta e conta de maneira fascinante o que é que aconteceu no paraíso para que as coisas chegassem ao ponto que chegaram.
Toda a narração, que alterna com perfeição (e eu sou chata, viu?) entre passado e presente, gira em torno do nosso amigo Ablon.
Se algum de vocês assistiu as últimas temporadas de Supernatural (seriado americano) vai amar ainda mais este livro.
Dividido em pequenos capítulos dentro de 'capítulos-macro' o Anjo Renegado nos conta versões diferentes para a queda da Torre de Babel, a queda do império romano, a destruição de Sodoma e para vários outros fatos 'históricos', dos quais ao longo de nossas vidas ouvimos falar.
Atenção: o livro não tem nenhuma menção de fato a religião ou coisas do gênero. Ele só explora o que considera 'mitos' populares que normalmente nos são passados pelas religiões, mas eu diria que de maneira bem pagã.

Minha nota: 9,5.

- Aline, porque não 10?
Ótima pergunta! não quero dar dez para não banalizar a nota. É um livro excelente? é.
Mas eu consigo pensar em livros melhores, na minha opinião...
De repente eu posso dizer que ele é dez, dentro da categoria de livros de ficção fantástica (isso parece um pleonasmo né?).

Se você é o tipo de pessoa cética, que curte ler coisas mais "pé-no-chão" te desaconselho.
Mas se você não se importa em ser carregado pela fantasia nas 586 páginas deste livro, então é felicidade certa!

Segue link do Submarino: http://www.submarino.com.br/produto/1/21849225/batalha+do+apocalipse,+a:+da+queda+dos+anjos+ao+crepusculo+do+mundo

P.S: acho que eu paguei o dobro quando comprei este livro... rs... tsc tsc tsc

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

É AGORA... OU NUNCA

Bom, acho honesto começar dizendo que eu não queria ler esse livro.

Sim, eu sou uma preconceituosa. O que quero dizer é que falaram tanto de Melancia, e desta autora, que eu genuinamente fiquei com o pé atrás.
No entanto, lá estava eu em João Pessoa, sem nenhum livro pra ler (tinha acabado de ler o que eu levei na primeira noite insone), sem Ipad, e sem a perspectiva de ir em algum lugar que vendesse livros (praia, praia, praia).... sim, estava surgindo um panico.... quando, por coincidência, voltando de um passeio passamos em frente a uma livraria. 
Lá fui eu toda empolgada, pronta para o ataque! (minha intenção era comprar o livro Marina de Carlos Ruiz Zafón, que ainda não tinha em casa e queria ler). 
No entanto, chegando lá só encontrei a coleção inteiiiiiiira da Marian Keyes. 
Pensei: "Ok, é o que temos para hoje....".
Foi, no entanto, uma grata surpresa.
O livro tem 588 páginas (nem parece) e se desenrola contando a história de três amigos irlandeses que moram em Londres: Tara, Fintan e Katherine.
Cada um deles com histórias diferentes e envolventes, descobrindo a cada pagina como amadurecer e superar suas limitações. (Nossa, isso foi bem vago, né? rs)
Tara está no momento "tenho 30 anos e se não casar agora não caso mais". Katherine vive sua vida de forma regrada e sem emoções, evitando o amor a qualquer custo. Fintan, alias o personagem mais divertido, é um gay bem resolvido e, a primeira vista, parece ser o melhor resolvido dos três.


Só que eu confesso que senti falta de um acontecimento sabe? 
Embora a leitura seja muito gostosa e a autora seja mesmo bem humorada e espirituosa você tem a sensação que não aconteceu nada DE VERDADE no livro.
Claro, tem uma reviravolta especifica que muda definitivamente a vida de todos os personagens e no final a autora tem sim uma sacada GENIAL, que faz você pensar "puuuuuuuuts, não acredito".
E você continua a ler porque a leitura é gostosa e você quer saber o que acontece. Mas não achei um livro viciante, do tipo me-mate-mas-não-tire-este-livro-da-minha-mão.


Minha nota: 8.


Se você não quiser sofrer (muito), nem se viciar em um livro de maneira doentia (tipo bem no meio da época de provas, sabe?) mas quer algo para ler e relaxar, esta é uma boa indicação.
Garante algumas risadas, quase nenhuma reflexão profunda e quando você acaba o livro sente que algumas de suas próprias inseguranças foram trabalhadas pela autora, e fica com aquela sensação de "viva cada dia como o último" pelos rumos que a história tomou.


P.S: hoje vou encarar minha mini biblioteca para saber qual livro será o próximo (ó dúvida cruel!!)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

UMA NOITE NO CHATEAU MARMONT

Inauguraremos o blog em grande estilo e glamour, com o livro "Uma Noite no Chateau Marmont".
Como não podia deixar de ser, andando alegremente na Saraiva, a primeira coisa que chamou minha atenção neste livro foi a capa, simplesmente MA-RA-VI-LHO-SA.
Vale como curiosidade avisar que a autora deste livro escreveu o best-seller "O Diabo Veste Prada" no qual se baseou o filme homônimo.
Peguei o livro na mão, namorei-o por alguns instantes e decidi (como quase sempre acontece) que valia a pena.
Acertei.
Li as 496 paginas em três dias.
A história se desenrola em volta de Brooke uma nutricionista que após se casar com Julian, um cantor em busca de reconhecimento, batalha arduamente para manter a casa e as contas, enquanto ele se dedica a sua música.
As primeiras 300 páginas, mais ou menos, descrevem de maneira fácil e cativante a trajetória do casal que muda drasticamente quando Julian consegue atingir um sucesso muito maior do que o esperado.
Aí o livro fica impossível de largar. A autora faz com que seja fácil se identificar com Brooke, e você se imagina passando pelos problemas que a fama traz.
O ápice do livro se dá quando uma revista sensacionalista publica algumas fotos mais do que comprometedoras de Julian e uma moça, tiradas em uma noite no Chateau Marmont, hotel chiquéééérrimo e badaladissimo em Hollywood.
O fim é surpreendente e, confesso, o livro me arrancou algumas lágrimas.

Minha nota: 9

Recomento a leitura, principalmente se você for antenado na cultura pop americana e/ou ao país em si (deve ser ainda mais legal ler o livro e se identificar com os lugares e saber quem são os famosos mencionados [não foi meu caso e mesmo assim valeu a pena]).

Segue o link do submarino pra quem se interessar: http://www.submarino.com.br/produto/1/23853434/noite+no+chateau+marmont,+uma

Beijos, beijos