É sabido (piada interna para quem lê "As Crônicas de
Gelo e Fogo") que eu sou uma sucker fã de romances históricos.
É ainda mais evidente que minha musa do gênero é a Philippa
Gregory.
Genia, sério. Quando eu crescer quero ser como ela... rs
Enfim, todos os livros dela para mim são nota DEZ.
A "Rainha Branca" é um dos últimos livros dela publicados em língua
portuguesa. Um primor.
A história narra a vida de Isabel Woodville, uma viúva,
plebéia, durante a guerra das duas rosas, que faz com o que o rei (sim, só o
rei) se apaixone por ela.
O rei em questão é Eduardo IV, que ao conhecê-la por acaso
acaba perdidamente enfeitiçado por sua beleza.
E vamos considerar que além de viúva ela tem dois filhos, e
está no lado contrario ao dele na luta pelo poder.
Ela não só consegue se casar em segredo com ele, que
contrariou todo o seu Conselho Real, como rapidamente ascende em poder e
prestígio.
A história é incrível.
Para melhorar, entre capítulos, a autora nos presenteia com
a história de Melusina, deusa das águas, supostamente ancestral da nossa
querida personagem principal.
O período histórico em questão é muito interessante.
A luta entre a casa York e a casa Lancaster pelo controle do
reino inglês é fascinante, e acompanhar a vida de Isabel, de rainha querida em
tempos de paz à prisioneira na Abadia de Westminster, é algo que faz você
engolir o livro.
Evite se você quer ter qualquer tipo de vida própria.
Por outro lado, se você estiver numas de se jogar em uma
história para não pensar em mais nada: este é seu livro. Ou melhor, esta é sua
autora.
Vou postar uma parte da tal história da Melusina, que
aparece entre um dos capítulos:
“Um homem pode amá-la se mantiver o seu segredo e a deixar
sozinha quando deseja banhar-se e ela pode retribuir-lhe esse amor até ele
quebrar a sua palavra, como os homens sempre fazem, e ela o arrastar para as
profundezas, com a sua cauda de peixe e transformar o sangue infiel dele em
água.
A tragédia de Melusina, seja qual for a língua que a
relate, independentemente da língua que a cante, é que um homem prometerá sempre
mais do que pode fazer a uma mulher que não é capaz de compreender.”
Link para
quem se interessar:

