E o blog
ressurge das cinzas!!! YEY! rs
E devo
dizer que em grande estilo.
Simplesmente
me apaixonei pelo Julian Barnes.
Seu jeito
de escrever, sua narrativa e principalmente o desenvolvimento de seus raciocínios.
INCRÍVEL.
“O sentido
de um fim” é um livro de 160 páginas. Dá mesmo pra ler em uma ‘sentada’.
Tony, ou
Antony, é o nosso narrador. No fim de sua vida ele faz uma digressão para nos
contar o início de uma história.
A história
em si, embora surpreendente em seu fim, é o de menos.
Interessante
é ver o narrador analisando seu passado e, consciente de que não pode confiar
em suas lembranças, tentando resgatar as sensações que determinados fatos suscitaram
nele.
E o que
isso causa em você, leitor.
Acompanhando
as lembranças e os acontecimentos da vida do Tony você conclui o quão pouco
pode confiar em suas próprias lembranças, por refletirem tão somente o que você
achou que aconteceu, e o como você se sentiu a época.
Minha nota
vai ser 9,5.
Nem tanto
porque a historia é incrível, mas pela maestria do autor em te conduzir pelo
auto conhecimento.
Vou
reportar duas partes que eu assinalei enquanto lia. Vale a pena cada pagina, e
você fica com gosto de quero mais!
"Mas o tempo... Como o tempo primeiro nos prende e depois nos confunde. Nós achávamos que estávamos sendo maduros quando só estávamos sendo prudentes.
Nós imaginamos que estávamos sendo responsáveis, mas estávamos sendo apenas covardes.
O que chamamos de realismo era apenas uma forma de evitar as coisas em vez de encará-las.
O tempo... Nos dá tempo suficiente para que nossas decisões mais fundamentadas pareçam hesitações, nossas certezas, meros caprichos."
"Ele tinha uma cabeça melhor e um temperamento mais rigoroso que o meu; ele pensava logicamente, e depois agia de acordo com a conclusão do pensamento lógico. Enquanto a maioria de nós, eu desconfio, faz o contrário: nós tomamos uma decisão instintiva, depois construímos uma infraestrutura de raciocínio para justificá-la. E chamamos o resultado disso bom-senso."
"Mas o tempo... Como o tempo primeiro nos prende e depois nos confunde. Nós achávamos que estávamos sendo maduros quando só estávamos sendo prudentes.
Nós imaginamos que estávamos sendo responsáveis, mas estávamos sendo apenas covardes.
O que chamamos de realismo era apenas uma forma de evitar as coisas em vez de encará-las.
O tempo... Nos dá tempo suficiente para que nossas decisões mais fundamentadas pareçam hesitações, nossas certezas, meros caprichos."
"Ele tinha uma cabeça melhor e um temperamento mais rigoroso que o meu; ele pensava logicamente, e depois agia de acordo com a conclusão do pensamento lógico. Enquanto a maioria de nós, eu desconfio, faz o contrário: nós tomamos uma decisão instintiva, depois construímos uma infraestrutura de raciocínio para justificá-la. E chamamos o resultado disso bom-senso."
Nenhum comentário:
Postar um comentário