quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

É AGORA... OU NUNCA

Bom, acho honesto começar dizendo que eu não queria ler esse livro.

Sim, eu sou uma preconceituosa. O que quero dizer é que falaram tanto de Melancia, e desta autora, que eu genuinamente fiquei com o pé atrás.
No entanto, lá estava eu em João Pessoa, sem nenhum livro pra ler (tinha acabado de ler o que eu levei na primeira noite insone), sem Ipad, e sem a perspectiva de ir em algum lugar que vendesse livros (praia, praia, praia).... sim, estava surgindo um panico.... quando, por coincidência, voltando de um passeio passamos em frente a uma livraria. 
Lá fui eu toda empolgada, pronta para o ataque! (minha intenção era comprar o livro Marina de Carlos Ruiz Zafón, que ainda não tinha em casa e queria ler). 
No entanto, chegando lá só encontrei a coleção inteiiiiiiira da Marian Keyes. 
Pensei: "Ok, é o que temos para hoje....".
Foi, no entanto, uma grata surpresa.
O livro tem 588 páginas (nem parece) e se desenrola contando a história de três amigos irlandeses que moram em Londres: Tara, Fintan e Katherine.
Cada um deles com histórias diferentes e envolventes, descobrindo a cada pagina como amadurecer e superar suas limitações. (Nossa, isso foi bem vago, né? rs)
Tara está no momento "tenho 30 anos e se não casar agora não caso mais". Katherine vive sua vida de forma regrada e sem emoções, evitando o amor a qualquer custo. Fintan, alias o personagem mais divertido, é um gay bem resolvido e, a primeira vista, parece ser o melhor resolvido dos três.


Só que eu confesso que senti falta de um acontecimento sabe? 
Embora a leitura seja muito gostosa e a autora seja mesmo bem humorada e espirituosa você tem a sensação que não aconteceu nada DE VERDADE no livro.
Claro, tem uma reviravolta especifica que muda definitivamente a vida de todos os personagens e no final a autora tem sim uma sacada GENIAL, que faz você pensar "puuuuuuuuts, não acredito".
E você continua a ler porque a leitura é gostosa e você quer saber o que acontece. Mas não achei um livro viciante, do tipo me-mate-mas-não-tire-este-livro-da-minha-mão.


Minha nota: 8.


Se você não quiser sofrer (muito), nem se viciar em um livro de maneira doentia (tipo bem no meio da época de provas, sabe?) mas quer algo para ler e relaxar, esta é uma boa indicação.
Garante algumas risadas, quase nenhuma reflexão profunda e quando você acaba o livro sente que algumas de suas próprias inseguranças foram trabalhadas pela autora, e fica com aquela sensação de "viva cada dia como o último" pelos rumos que a história tomou.


P.S: hoje vou encarar minha mini biblioteca para saber qual livro será o próximo (ó dúvida cruel!!)

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