Bom, acho honesto começar dizendo que eu não queria ler esse livro.
Sim, eu sou uma preconceituosa. O que quero dizer é que falaram tanto de Melancia, e desta autora, que eu genuinamente fiquei com o pé atrás.
No entanto, lá estava eu em João Pessoa, sem nenhum livro pra ler (tinha acabado de ler o que eu levei na primeira noite insone), sem Ipad, e sem a perspectiva de ir em algum lugar que vendesse livros (praia, praia, praia).... sim, estava surgindo um panico.... quando, por coincidência, voltando de um passeio passamos em frente a uma livraria.
Lá fui eu toda empolgada, pronta para o ataque! (minha intenção era comprar o livro Marina de Carlos Ruiz Zafón, que ainda não tinha em casa e queria ler).
No entanto, chegando lá só encontrei a coleção inteiiiiiiira da Marian Keyes.
Pensei: "Ok, é o que temos para hoje....".
Foi, no entanto, uma grata surpresa.
O livro tem 588 páginas (nem parece) e se desenrola contando a história de três amigos irlandeses que moram em Londres: Tara, Fintan e Katherine.
Cada um deles com histórias diferentes e envolventes, descobrindo a cada pagina como amadurecer e superar suas limitações. (Nossa, isso foi bem vago, né? rs)
Tara está no momento "tenho 30 anos e se não casar agora não caso mais". Katherine vive sua vida de forma regrada e sem emoções, evitando o amor a qualquer custo. Fintan, alias o personagem mais divertido, é um gay bem resolvido e, a primeira vista, parece ser o melhor resolvido dos três.
Só que eu confesso que senti falta de um acontecimento sabe?
Embora a leitura seja muito gostosa e a autora seja mesmo bem humorada e espirituosa você tem a sensação que não aconteceu nada DE VERDADE no livro.
Claro, tem uma reviravolta especifica que muda definitivamente a vida de todos os personagens e no final a autora tem sim uma sacada GENIAL, que faz você pensar "puuuuuuuuts, não acredito".
E você continua a ler porque a leitura é gostosa e você quer saber o que acontece. Mas não achei um livro viciante, do tipo me-mate-mas-não-tire-este-livro-da-minha-mão.
Minha nota: 8.
Se você não quiser sofrer (muito), nem se viciar em um livro de maneira doentia (tipo bem no meio da época de provas, sabe?) mas quer algo para ler e relaxar, esta é uma boa indicação.
Garante algumas risadas, quase nenhuma reflexão profunda e quando você acaba o livro sente que algumas de suas próprias inseguranças foram trabalhadas pela autora, e fica com aquela sensação de "viva cada dia como o último" pelos rumos que a história tomou.
P.S: hoje vou encarar minha mini biblioteca para saber qual livro será o próximo (ó dúvida cruel!!)
Ao longo da minha vida ler foi a única paixão que eu posso afirmar nunca ter mudado, ou esmorecido. Pelo contrário. Leio cada vez mais, mesmo que isso signifique literalmente abrir mão de comer, dormir, ou qualquer outra atividade (e se você me conhece sabe o que comer e dormir significam para mim). Desta forma resolvi fazer este Blog. Um pouco para mim, para que eu possa lembrar de todas as leituras e de como me senti com elas, mas principalmente para quem procura indicações para bons livros.

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